
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Onde você vive?
O Estudo do Meio é uma das formas de se estudar o local onde vivemos. Por exemplo: Como era o local antes da ocupação humana? Após a chegada do homem quais as transformações ocorridas nesse local? Como e por que aconteceram essas mudanças? Essas são algumas respostas que podemos investigar em nossos estudos. Você já notou que nos livros que usamos na escola, nada ou quase nada se fala sobre o litoral (Praias, manguezais, Restingas e Mata Atlântica). Se eu preciso discutir com os alunos: O que é praia? Primeiro preciso que ele conheça uma praia que não sofreu a interferência humana, para que possamos comparar e avaliar o estágio em que estamos hoje. Julgar a forma das nossas interferências no local onde vivemos e corrigir o rumo do nosso caminhar.

Nos primórdios da Bio Pirataria? Foi bom ou ruim?
Se você for passear em Munique/Alemanha ou se simplesmente estiver por aí, navegando nesses mares da NET e aportar no Museu de Munique www.zsm.de/mol/e/history.htm, vai descobrir que o fundador da coleção de moluscos e de outras coleções do museu foi Johann Baptist von Spix, acompanhando o naturalista, Karl Friedrich Philipp von Martius esteve em expedição exploratória no Brasil em 1817.
A fauna brasileira fascinou Spix que durante três anos navegou ao longo do rio Negro, de Manaus a Barcelos e no rio Solimões, de Tefé a Tabatinga, retornando à Europa, levou na bagagem milhares de organismos, entre elas 3.381 espécies.
Lamentavelmente Spix morreu durante a divulgação do livro sobre sua viagem ao Brasil, que foi concluído em 1831, por Von Martius.
Os organismos coletados deram a oportunidade a Spix publicar vários artigos de peso pela Academia de Ciências da Bavária, entre eles a História crítica dos sistemas de zoologia desde Aristóteles e O desenvolvimento do Brasil desde o descobrimento até nossa época, sendo que sua principal obra foi Reise in Brasillien (Viagem ao Brasil), em três volumes, publicada por Von Martius entre 1823 e 1831.
Os principais museus da Europa guardam em seus acervos o que consideram preciosidades do planeta, coletadas aqui em nossa terra. Rochas, fósseis, pedras preciosas, insetos, conchas pássaros, plantas, artefatos indígenas e uma infinidade de materiais de pesquisa. Todas catalogadas, acondicionadas em caixas e guardadas em salas climatizadas.
Uma pequena parcela dessas coleções é exposta a visitação pública, a maior e melhor parte é reservada ao estudo e pesquisa dos especialistas.
O Museu de Munique é aqui mencionado, por ter um dos maiores e mais importantes acervos do planeta, o que permite as futuras gerações entenderem a complexa conecção que existe entre a vida na Terra.
Então aqui fica essa fotografia de uma pequena jóia que é encontrada entre os grãos de areia de nossas praias.
A fauna brasileira fascinou Spix que durante três anos navegou ao longo do rio Negro, de Manaus a Barcelos e no rio Solimões, de Tefé a Tabatinga, retornando à Europa, levou na bagagem milhares de organismos, entre elas 3.381 espécies.
Lamentavelmente Spix morreu durante a divulgação do livro sobre sua viagem ao Brasil, que foi concluído em 1831, por Von Martius.
Os organismos coletados deram a oportunidade a Spix publicar vários artigos de peso pela Academia de Ciências da Bavária, entre eles a História crítica dos sistemas de zoologia desde Aristóteles e O desenvolvimento do Brasil desde o descobrimento até nossa época, sendo que sua principal obra foi Reise in Brasillien (Viagem ao Brasil), em três volumes, publicada por Von Martius entre 1823 e 1831.
Os principais museus da Europa guardam em seus acervos o que consideram preciosidades do planeta, coletadas aqui em nossa terra. Rochas, fósseis, pedras preciosas, insetos, conchas pássaros, plantas, artefatos indígenas e uma infinidade de materiais de pesquisa. Todas catalogadas, acondicionadas em caixas e guardadas em salas climatizadas.
Uma pequena parcela dessas coleções é exposta a visitação pública, a maior e melhor parte é reservada ao estudo e pesquisa dos especialistas.
O Museu de Munique é aqui mencionado, por ter um dos maiores e mais importantes acervos do planeta, o que permite as futuras gerações entenderem a complexa conecção que existe entre a vida na Terra.
Então aqui fica essa fotografia de uma pequena jóia que é encontrada entre os grãos de areia de nossas praias.

2010 - ANO INTERNACIONAL DA BIODIVERSIDADE.
2010 – ANO INTERNACIONAL DA BIODIVERSIDADE.
A Organização das Nações Unidas ( O.N.U. ), elegeu para 2010 o ANO INTERNACIONAL DA BIODIVERSIDADE, com a clara intenção que possamos conhecer um pouco mais da vida que nos cerca.
Os objetivos do Ano Internacional da Biodiversidade são:
1.Ampliar a consciência sobre a importância de salvaguardar a biodiversidade para a continuidade da vida na Terra, identificando e combatendo as ameaças à vida .
2.Aumentar a consciência sobre a importância dos esforços já empreendidos por governos e comunidades para salvar a biodiversidade, promovendo a participação de todos.
3.Incentivar a sociedade, organizações e governos a tomarem medidas imediatas necessárias à defesa da perda da biodiversidade.
4.Promover soluções inovadoras para reduzir as ameaças sobre a biodiversidade.
5.Estabelecer um diálogo sobre as medidas a serem adotadas após o ano de 2010, garantindo a continuidade dos programas desenvolvidos.
É complicado tentar demonstrar por que há tanta preocupação em se defender as baleias, o mico-leão, a arara-azul, os manguezais, plantas e bichos que aparente nada, absolutamente nada têm haver com agente.
A resposta é uma só. Todas as formas de vida do planeta são dependentes uma das outras, estamos conectados à Terra, aos seres vivos, a água aos oceanos.
A Terra é nossa casa, plantas e animais são a nossa família. Se eles são ameaçados, nos também somos. Se um deles morre, nos também morremos um pouco.
O nosso desafio hoje é ter a grande oportunidade de mostrar as gerações futuras que nós aqui e agora conseguimos reverter o processo de destruição terrestre.Que a nossa maior arma é nossa consciência e atitude para lutar contra os gigantes que destroem a Terra a todo instante.
O ar que inspiramos agora vêm das algas invisíveis que flutuam nos oceanos. O ar que espiramos é absorvido pelas mesmas algas que filtram o ar da Terra. São essas mesmas algas invisíveis que alimentam os pequenos organismos que servem de alimento para os peixes e para as gigantes baleias. São essas algas pequenas algas flutuantes que espalhadas na água são filtradas por mariscos, ostras e mexilhões que alimentam pessoas humildes, pescadores ou que são servidos nos melhores restaurantes como as mais finas iguarias, nas preparações de pratos exóticos.
O nosso alimento diário certamente foi polinizado por borboletas e abelhas que vivem e dependem das matas, as mesmas que nos oferecem uma infinidade de ervas curativas e aromáticas, que sustentam nossas vidas.
A Organização das Nações Unidas ( O.N.U. ), elegeu para 2010 o ANO INTERNACIONAL DA BIODIVERSIDADE, com a clara intenção que possamos conhecer um pouco mais da vida que nos cerca.
Os objetivos do Ano Internacional da Biodiversidade são:
1.Ampliar a consciência sobre a importância de salvaguardar a biodiversidade para a continuidade da vida na Terra, identificando e combatendo as ameaças à vida .
2.Aumentar a consciência sobre a importância dos esforços já empreendidos por governos e comunidades para salvar a biodiversidade, promovendo a participação de todos.
3.Incentivar a sociedade, organizações e governos a tomarem medidas imediatas necessárias à defesa da perda da biodiversidade.
4.Promover soluções inovadoras para reduzir as ameaças sobre a biodiversidade.
5.Estabelecer um diálogo sobre as medidas a serem adotadas após o ano de 2010, garantindo a continuidade dos programas desenvolvidos.
É complicado tentar demonstrar por que há tanta preocupação em se defender as baleias, o mico-leão, a arara-azul, os manguezais, plantas e bichos que aparente nada, absolutamente nada têm haver com agente.
A resposta é uma só. Todas as formas de vida do planeta são dependentes uma das outras, estamos conectados à Terra, aos seres vivos, a água aos oceanos.
A Terra é nossa casa, plantas e animais são a nossa família. Se eles são ameaçados, nos também somos. Se um deles morre, nos também morremos um pouco.
O nosso desafio hoje é ter a grande oportunidade de mostrar as gerações futuras que nós aqui e agora conseguimos reverter o processo de destruição terrestre.Que a nossa maior arma é nossa consciência e atitude para lutar contra os gigantes que destroem a Terra a todo instante.
O ar que inspiramos agora vêm das algas invisíveis que flutuam nos oceanos. O ar que espiramos é absorvido pelas mesmas algas que filtram o ar da Terra. São essas mesmas algas invisíveis que alimentam os pequenos organismos que servem de alimento para os peixes e para as gigantes baleias. São essas algas pequenas algas flutuantes que espalhadas na água são filtradas por mariscos, ostras e mexilhões que alimentam pessoas humildes, pescadores ou que são servidos nos melhores restaurantes como as mais finas iguarias, nas preparações de pratos exóticos.
O nosso alimento diário certamente foi polinizado por borboletas e abelhas que vivem e dependem das matas, as mesmas que nos oferecem uma infinidade de ervas curativas e aromáticas, que sustentam nossas vidas.

Aves migratórias na Praia do Forte/PG.
A tranquilidade no Canto do Forte dessa 6a feira 25/Junho/2010, só foi quebrada com a passagem de um cachorro que afugentou as aves.
A oportunidade foi registrada nessa imagem que nos dá uma boa idéia do tamanho da população de aves marinhas visitantes.
Há uma técnica bem simples e relativamente precisa para dimensionar o tamanho de uma população de aves em vôo. Você fotografa e depois pontilha com uma caneta cada imagem da ave em vôo.
Experimente copiar a imagem no Paint e pontilhe as aves.
Agora você vai achar que estamos exagerando em nos orgulhar de recebermos tantas aves visitante vindas de tão longe.
A oportunidade foi registrada nessa imagem que nos dá uma boa idéia do tamanho da população de aves marinhas visitantes.
Há uma técnica bem simples e relativamente precisa para dimensionar o tamanho de uma população de aves em vôo. Você fotografa e depois pontilha com uma caneta cada imagem da ave em vôo.
Experimente copiar a imagem no Paint e pontilhe as aves.
Agora você vai achar que estamos exagerando em nos orgulhar de recebermos tantas aves visitante vindas de tão longe.

Aves migratórias no litoral.
Nessa época do ano recebemos atletas especiais.
Aves marinhas que completando seu Ciclo de Vida fogem dos rigores do inverno do Ártico rumo ao Sul, alguns poucos fugindo a regra fazem paradas nas poucas praias que lhes dão condição entre elas estão: Praia das Vacas/SV - Área da Marinha; Canto do Forte/PG - Área Militar; Mongaguá; Itanhaém e Peruibe.
Buscando condições propicias para reprodução, nidificação, cuidados com a prole e descanso ocupam as Ilhas e praias do litoral brasileiro. Trinta-réis, maçaricos e batuíras estão entre as aves que realizam a maior migração animal que se têm registro.
A Praia do Canto do Forte por ser área de acesso restrito acaba oferecendo condições de abrigo para essas aves . Então aproveite essa rara oportunidade que a natureza deu Praia Grande, pegue um binóculo e observe os maiores Recordistas em Maratona do Planeta.
Na Fotografia um casal de trinta-réis e um filhote, gaivotões e ao fundo Batuíras.
Aves marinhas que completando seu Ciclo de Vida fogem dos rigores do inverno do Ártico rumo ao Sul, alguns poucos fugindo a regra fazem paradas nas poucas praias que lhes dão condição entre elas estão: Praia das Vacas/SV - Área da Marinha; Canto do Forte/PG - Área Militar; Mongaguá; Itanhaém e Peruibe.
Buscando condições propicias para reprodução, nidificação, cuidados com a prole e descanso ocupam as Ilhas e praias do litoral brasileiro. Trinta-réis, maçaricos e batuíras estão entre as aves que realizam a maior migração animal que se têm registro.
A Praia do Canto do Forte por ser área de acesso restrito acaba oferecendo condições de abrigo para essas aves . Então aproveite essa rara oportunidade que a natureza deu Praia Grande, pegue um binóculo e observe os maiores Recordistas em Maratona do Planeta.
Na Fotografia um casal de trinta-réis e um filhote, gaivotões e ao fundo Batuíras.

Transgressão Flandriana na Praia Grande.
Os fenômenos de construção da Planície Sedimentar Litorânea (é nela se encontra Praia Grande) datam de 1.800 anos AP.
As elevações da temperatura global e o conseqüente degelo das calotas polares elevaram o nível do mar à cerca de 3,5m, ou seja, Praia Grande ficou por um longo tempo totalmente submersa pela água do mar. O lento declínio da temperatura levou ao recuo do mar e o aplainamento da paisagem arenosa que aos poucos foi sendo colonizada pela vegetação de Planície Litorânea, a Restinga.
Portanto Praia Grande foi construída por avanços e recuos do mar, conhecidos como Transgressão Flandriana. Em muitos locais de Praia Grande ou do litoral encontramos bancos de arenitos que atestam esses movimentos. São montes de areia de praia intercalados por uma rocha frágil, cor de pó de café chamada de arenito ou mangrovito. Esses montes de areia são esculturas que congelaram momentos da história geológica de nossa cidade.
Na fotografia acima sedimentos do Rio Piassabuçu/Vila Sônia, apelidado pelos pescadores de Banco do Toucinho.
As elevações da temperatura global e o conseqüente degelo das calotas polares elevaram o nível do mar à cerca de 3,5m, ou seja, Praia Grande ficou por um longo tempo totalmente submersa pela água do mar. O lento declínio da temperatura levou ao recuo do mar e o aplainamento da paisagem arenosa que aos poucos foi sendo colonizada pela vegetação de Planície Litorânea, a Restinga.
Portanto Praia Grande foi construída por avanços e recuos do mar, conhecidos como Transgressão Flandriana. Em muitos locais de Praia Grande ou do litoral encontramos bancos de arenitos que atestam esses movimentos. São montes de areia de praia intercalados por uma rocha frágil, cor de pó de café chamada de arenito ou mangrovito. Esses montes de areia são esculturas que congelaram momentos da história geológica de nossa cidade.
Na fotografia acima sedimentos do Rio Piassabuçu/Vila Sônia, apelidado pelos pescadores de Banco do Toucinho.
Praia Grande através de fotos.
As fotografias disponíveis no acervo do Museu da Cidade de Praia Grande/SP nos permitem fazer releituras da cidade em diferentes momentos. Alunos e visitantes podem perceber as modificações da paisagem praiagrandense e a extensão da Planície Costeira resultante do recuo da maré.
Anteriormente as águas chegavam até a Serra do Mar, deixando PG debaixo de uma lâmina de +/- 3,5m de água do mar.
A diminuição da temperatura levou o recuo da Linha de Maré da Costa da América do Sul que se acomodou ao nível e posição atual somente a 1.800 AP, com esse recuo formou-se a Planície Litorânea que se estende ao longo da Costa da Mata Atlântica.
Lamentavelmente os níveis de emissões de Carbono 14 na atmosfera têm acelerado a elevação da Temperatura Média Global, conseqüente a elevação do nível do mar e avanço das águas costeiras são ameaças resultantes das atividades do homem.
Foto. -Hotel dos Alemães um marco da expansão urbana/Fotografia do Acervo Mus.Cidade.
Anteriormente as águas chegavam até a Serra do Mar, deixando PG debaixo de uma lâmina de +/- 3,5m de água do mar.
A diminuição da temperatura levou o recuo da Linha de Maré da Costa da América do Sul que se acomodou ao nível e posição atual somente a 1.800 AP, com esse recuo formou-se a Planície Litorânea que se estende ao longo da Costa da Mata Atlântica.
Lamentavelmente os níveis de emissões de Carbono 14 na atmosfera têm acelerado a elevação da Temperatura Média Global, conseqüente a elevação do nível do mar e avanço das águas costeiras são ameaças resultantes das atividades do homem.
Foto. -Hotel dos Alemães um marco da expansão urbana/Fotografia do Acervo Mus.Cidade.

Assinar:
Postagens (Atom)